terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O ISAQUE NOSSO DE CADA DIA




Em se tratando de futebol, esporte predileto dos brasileiros, há quem afirme que ser vice numa competição é a mesma coisa que não ser nada, ou seja, o que importa é ser campeão e não apenas conseguir uma boa classificação. Esta filosofia, se é que se pode chamar assim, não é exclusividade dos amantes do futebol. Prosseguindo nesta mesma linha de pensamento, Deus também não admite que o homem o coloque em segundo lugar em sua vida.
Yahweh escolheu um homem para ser seu amigo íntimo e lhe fez muitas promessas, dentre elas a de ser pai de muitas nações (Gn 17.1-8). Só havia um pequeno obstáculo para que esta promessa se cumprisse, Abraão já tinha noventa e nove anos de idade e a sua esposa, também idosa, já havia encerrado o seu ciclo menstrual, quer dizer, humanamente impossível (Gn 18.11-14). Como todo o casal, ter um filho deveria ser o grande sonho da vida deles e apesar de toda a riqueza que possuíam não se sentiam plenamente realizados. Depois de um ano nasceu Isaque, primeiro fruto das inúmeras promessas concedidas àquele grande patriarca.  Finalmente a alegria havia chegado aquele lar (Gn 21.6).
Passado alguns anos, Abraão recebe uma ordem do Senhor que abalaria as suas estruturas. Ele pede em sacrifício aquele a quem mais amava, Isaque, o filho da promessa (Gn 22.1-2). Como assim Deus? Não foi o Senhor mesmo que me deu? O Senhor completou a nossa alegria para depois retirá-la? O que será da minha esposa, ela simplesmente vai morrer de tanto desgosto? Abraão tinha razões de sobra para fazer todas estas indagações. Mas, ele não fez nenhuma delas, obedeceu prontamente, crendo que o mesmo Deus que havia concedido Isaque, seria capaz de até mesmo ressuscitá-lo dentre os mortos (Gn 22.3-10; Hb 11.17-19). Que fé é esta minha gente! Que amor incondicional ao Eterno é este! Se Deus é onisciente porque será então que ele pediu tal prova a este homem, deixando-o chegar tão perto de concretizar o sacrifício de seu filho? Talvez quisesse estabelecer um padrão de relacionamento entre criatura e criador e escolheu como protótipo aquele que viria a ser considerado o pai da fé e de muitas nações. Aquele que diante de tantas virtudes que possuía, se destacou pelo amor demonstrado ao Senhor sobre todas as demais coisas.
Dentre todos os mandamentos da tábua de Moisés que regiam o povo em todo o período velho testamentário, Jesus os resume em dois, sendo o primeiro o seguinte: “... Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. (Mt 22.37).
Portanto, Deus nunca admitiu e jamais admitirá ficar em segundo plano na vida de alguém. E a pergunta que não quer calar é a seguinte: Qual é o seu e o meu Isaque hoje? O que tem se tornado mais importante do que o próprio Deus em nossa vida? Seria um familiar; um relacionamento; o trabalho; estudos; um entretenimento qualquer, seja ele um esporte, internet, jogos de azar, programas televisivos, et.; ou até mesmo um ativismo religioso. Abraão nos deixa um grande testemunho de como devemos agir diante dos “Isaques” que surgem cotidianamente em nossas vidas, muitas vezes, com uma ajudazinha do inimigo de nossas almas. Devemos rebaixa-lo, retira-lo do trono, trono este que deve ser exclusividade do Altíssimo (Is 42.8; Mt 6.33; Gl 2.20; Fl 3.7-9; Tg 4.5).

Juvenal Oliveira

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

QUEM DEU CRÉDITO A NOSSA PREGAÇÃO?



O que será necessário acontecer para que os homens venham a crer no evangelho? Muitos dizem que creem, mas, na prática agem como se a Bíblia fosse um mero conto de fadas. Tiago afirma em sua epístola que até o Diabo acredita em Deus e estremece, entretanto, a sua simples convicção de que Ele existe não será capaz de mudar o seu destino, que é o inferno, pois a sua crença não é suficiente para produzir arrependimento e mudança de atitude. Quem crê, ouve, obedece e segue.
Em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, é nítido o amor de Deus pelos homens e o seu interesse em preservar a sua vida. É possível ver a manifestação deste amor desde os primórdios a partir do inicio da criação, descrita no livro de Gênesis. Mas, nem todos estão dispostos a dar ouvidos ao seu chamado. Este é o caso de dois jovens anônimos que tiveram a grande oportunidade de serem salvos da destruição, não obstante, decidiram duvidar e, consequentemente, pagar o preço pelas suas incredulidades (Gn 19).
Eles moravam na cidade de Sodoma que estava sentenciada a destruição, juntamente com Gomorra, devido aos altos índices de promiscuidade, devassidão e todo o tipo de atrocidades abomináveis aos olhos do Eterno. Devido a insistente intercessão do seu amigo Abraão por seu sobrinho Ló, Deus manda dois anjos até aquela cidade a fim de retirá-lo de lá com toda a sua família (Tg 2.23). Os Anjos cumprem o mandado do Senhor e comparecem a sua casa para lhe alertar sobre o que estava para acontecer.  Ló vai pessoalmente ao encontro dos seus futuros genros para convidá-los a lhe acompanhar, relatando tudo o que os Anjos lhe disseram. A Bíblia diz que eles não acreditaram nas palavras de Ló, tendo-o como um brincalhão. Deus não mente e o que havia dito que faria, aconteceu. Choveu naquele dia enxofre e fogo e aquelas cidades se transformaram em um monturo de cinzas. Somente Ló e as suas duas filhas sobreviveram. Aqueles dois jovens perderam a grande chance de escaparem ilesos da destruição pré-anunciada.
Depois deste episódio, Deus continua a enviar mensageiros à terra com o intuito de alertar os homens sobre o que precisam fazer para serem poupados da condenação eterna. Um deles chamado Isaías, faz o seguinte lamento: “Quem deu crédito à nossa pregação e a quem se manifestou o braço do Senhor?” (Is 53.1). Por derradeiro, Deus enviou o seu próprio filho, Jesus Cristo, para resgatar a humanidade sentenciada à destruição, assim como Sodoma e Gomorra, e salvá-la da morte eterna (Mt 20.28; Gl 4.4-5; Cl 1.13).
Os judeus também não creram em Jesus apesar de todas as profecias apontarem para Ele e de todos os seus sinais e prodígios realizados (Jo 1.11-12).  Hoje, a sua Igreja continua a exercer o mesmo papel daqueles dois Anjos de Sodoma, anunciando a todos que é necessário também sair... Do pecado, da incredulidade, da mornidão, da indiferença e que a cidade do refúgio é única e se chama “Jesus Cristo” (Jo 3.16, 8.32-36, 14.6; Rm 6.23, 10.9; At 4.12; Ap 3.20).

Juvenal Oliveira

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

SERÁ QUE O QUE VOCÊ TEM É SUFICIENTE?



            A motivação é a razão maior da existência humana e todos são movidos periodicamente por ela; quem a perde, simplesmente já morreu e não sabe, pois o combustível que nos faz seguir em frente é a busca por algo que ainda não conquistamos. A grande questão é que muitas vezes o nosso ferramental, recursos, meios, enfim, o que temos disponível em nossas mãos é insuficiente para chegarmos lá, ou seja, atingirmos os nossos objetivos. O que você tem hoje para conseguir alcançar a sua meta? Talvez reconheça que é muito pouco e isto acaba minando as suas forças.
            Os discípulos de Jesus certa feita se depararam com um grande desafio. Havia uma grande multidão de pelo menos quinze mil pessoas que estavam famintas e eles receberam a missão do Mestre de alimentá-las, entretanto, o que eles tinham era apenas cinco pães e dois peixinhos. Um dos discípulos, chamado Felipe, argumentou que seria necessário pelo menos duzentos denários (aproximadamente seis mil reais hoje, utilizando como parâmetro o nosso salário base) para comprar pães para tanta gente, portanto, não havia recursos suficientes (Jo 6. 1-15). O Dr. Russell Shedd faz um comentário dizendo que Felipe era ágil nos cálculos, mas pessimista em relação ao futuro. Na verdade, ele era realista, pois diante da situação financeira daquele grupo, como conseguiriam arranjar tanto dinheiro em tão pouco tempo?
            Diante de toda limitação humana, Jesus insiste na sua intenção de saciar a fome daquela multidão, hoje não é diferente, ele continua interessado em ajudar as pessoas que o buscam. Ele ordena que trouxessem aqueles insignificantes pães e peixes, e, após dar graças, o reparte com toda aquela gente. Todos foram saciados e ainda sobraram doze cestos.
            Esta experiência narrada nos quatro evangelhos nos traz alguns ensinamentos (Mt 14. 13-21; Mc 6. 30-44; Lc 9. 10-17). Primeiro, que todos aqueles que decidem seguir a Jesus, jamais ficarão na pista; jamais serão desamparados; jamais serão dispensados sem que as suas necessidades básicas venham a ser totalmente supridas (Sl 37.25; Mt 6.33, 7.7-9). E o que significa hoje seguir a Jesus? Vai muito além de possuir uma religião; de visitar constantemente um templo; de possuir cargos ou funções eclesiásticas. Seguir a Jesus implica em se esforçar ao máximo a fim de guardar os seus mandamentos, sendo um imitador seu (Jo 14.21). Em segundo lugar, nas mãos de Jesus, o que era pouco, se transformou em muito; o que era insuficiente, se tornou mais que eficiente; o que era impossível, se tornou plenamente realizável.
            Por conseguinte, se você está seguindo a Jesus ou se decidir segui-lo ainda hoje, jamais Ele te deixará desamparado. Talvez o que você tenha, assim como aqueles discípulos, seja incapaz de fazê-lo vencer, avançar, conquistar, alcançar o seu objetivo, mas, se depositar nas mãos dEle o pouco que você possui, com fé, certamente o sobrenatural irá acontecer (Hb 11.6). 

Juvenal Oliveira

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

QUE DELICIOSA DOR



Um dos momentos mais sublimes é quando a vida gera uma nova vida dando prosseguimento a este ciclo que propicia a preservação da espécie humana na terra. O seu início é invisível e silencioso quando um dos milhares de espermatozoides vence a corrida exaustiva em direção ao óvulo, se fundindo na formação de um novo organismo chamado inicialmente de embrião. Um novo ser começa a ganhar forma, normalmente acompanhado por grandes expectativas. A mãe é a que mais sente a sua presença, os seus movimentos e o seu crescimento. A ansiedade é grande cada vez que se aproxima o grande dia, o momento de seu nascimento aguardado por toda a família com apreensão.
Principalmente na primeira gravidez há dois sentimentos que predominam a mente da futura mamãe, a alegria pela realização de um sonho que pode ter se iniciado ainda em sua infância e a angústia de um momento de dor que parece inevitável. Ah, como seria bom poder dar a luz sem ter que passar pelas dores do parto, este seria o questionamento da maioria das mulheres nulíparas. Mesmo sabendo que a dor é irrevogável, isto não lhe faz desistir de gerar um novo ser, pois acredita fielmente que a alegria proporcionada pela sua futura prole trará recompensas perpétuas e alegrias imensuráveis.
Temos vivenciado momentos de dor e sofrimento. Volta e meia vemos pedidos suplicantes de oração pelas redes sociais por cristãos perseguidos e prestes a serem mortos em lugares onde não há tolerância para com aqueles que professam tal fé. Agora recente o governo da Bolívia resolve proibir a pregação do evangelho em seu país, causando uma inquietação em toda a comunidade cristã em todo o mundo. Fico a questionar porque tanta surpresa com notícias como estas? Todos devem orar sim por toda a irmandade que passa por momentos difíceis, não obstante, é preciso compreender que estas coisas devem acontecer como um presságio da volta de Cristo.
Como é triste acompanharmos os noticiários que envolvem escândalos por parte de pressupostos religiosos. As pessoas disseminam rapidamente este tipo de informação pela internet com grande ênfase. São falsos profetas que atuam cada vez com mais frequência acompanhados de escândalos dos mais terríveis possíveis. Tudo isto traz muita confusão e faz com que muitas pessoas ou se esfriem ou se apostatem da fé por completo.
No evangelho de João, Jesus procura firmar a fé dos seus discípulos antes da sua partida enfatizando sobre tudo o que haveria de acontecer até o cumprimento da sua vitória final (Jo 6). Ele usa como exemplo a mulher que está para dar a luz e que sentirá muitas dores, entretanto, logo se esquecerá deste sofrimento pelo prazer de ver o seu filho nascer.
Portanto, amados irmãos todas estas más notícias são coisas que já estão previstas nas Escrituras. Surgimento de falsos profetas, violência, perseguição, promiscuidade, blasfêmias, incredulidade e muitas outras. Tudo isto significa que as contrações deste parto tendem a aumentar até que chegue Aquele que trará alegria para sempre. Esta dor é sinal de que as suas promessas estão se cumprindo e de que o Noivo está às portas. Maranata. Óh que gloriosa dor!!!! (Mt 24; Lc 21. 7-13; 2 Pe 2.1; 1 Ts 5. 1-14)

Juvenal Oliveira

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

CUIDADO COM A FAKE NEWS GOSPEL



Principalmente após a campanha eleitoral que elegeu Donald Trump a presidência dos Estados Unidos em 2016, as chamadas “fake news” tem assumido um papel decisivo no senário global. Esta expressão é um termo novo usado para se referir a notícias fabricadas, ou seja, falsas, com interesses escusos que teve origem nos meios tradicionais de comunicação, mas que se alastrou por toda a mídia online. No meio “evangélico” também é possível nos depararmos com muita notícia falsa acerca do evangelho apesar de toda a clareza das narrativas bíblicas, ainda que não tenha os mesmos objetivos das demais.
“Pare de sofrer”, é uma expressão utilizada por alguns seguimentos com o intuito de atrair fiéis que não possuem qualquer conhecimento sobre o evangelho. Dente tantas outras, esta, com certeza, pode ser classificada como uma fake, pois a proposta de Jesus para aqueles que o seguem nunca foi isentar-lhes totalmente do sofrimento, mas garantir-lhes a vida eterna mesmo que tenham que padecer neste mundo (Jo 16.33; Mt 16.24; At 14.22; Fl 4.12; Ap 2.3; 2Tm 2.3, 3.11).
“Não tem nada a ver”, outra expressão que vem ganhando cada vez mais simpatizantes e traz uma ideia de um evangelho libertino onde se pode fazer de tudo e acaba igualando os “cristãos” aos incrédulos. O cristão não precisa ter em mãos uma relação de coisas e comportamentos que deve ou não fazer mesmo que não estejam claramente descritas na Bíblia, pois se a pessoa estiver em plena comunhão com Deus, o Espírito Santo irá constrangê-la a deixar de lado tudo aquilo que desagrada ao Pai. Esta expressão é mais um “fake gospel”, pois Jesus enfatizou que a porta que conduzirá alguém a salvação é estreita e largo o caminho que conduzirá a perdição (Mt 7.13; 1 Co 6.12; 1 Jo 2.15).
“Os patriarcas foram homens muito ricos, por isto, Deus quer que nós também sejamos”. Este é apenas um dos argumentos utilizados para aqueles que defendem a chamada Doutrina da Prosperidade, outra fake que não tem nenhum fundamento bíblico. O personagem central da Bíblia é Jesus que nasceu de uma família pobre, numa manjedoura; combateu veementemente os judeus que o viam como um Rei meramente terreno enquanto afirmava que o seu reino não era deste mundo; nunca ostentou qualquer riqueza, pelo contrário, disse que não tinha lugar onde reclinar a cabeça (Jo 18.36; Lc 2.7, 9.58, 12.18-21, 16; Mc 10.25; Mt 19.23-24).
Poderia aqui citar outras dezenas de “fake news gospel”, mas, o intuito aqui não é este e sim de alertar a todos contra este veneno que tem tirado a muitos do Caminho. E, como se vacinar contra este vírus satânico? Combater a “fake gospel” é muito mais fácil que combater as demais fake, pois só temos uma fonte de consulta a fim de verificarmos a veracidade dos fatos e ensinamentos, a Bíblia. Pode ser o homem com o maior currículo em termos de fé e religião, se tentar ensinar algo que não tenha respaldo na Palavra, que seja considerado como anátema. Diga não a “fake gospel”, leia, medite, estude e viva as Sagradas Escrituras, nossa única regra de fé e prática (Mt 22.29; At 17.11; Gl 1.8; Ap. 22.18-19; 2 Tm 2.15; 1 Jo 4.1).
Sola Scriptura!!!

Juvenal Oliveira

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

MENSAGEM DE FIM DE ANO 2017/2018


Cada minuto que passa é um milagre que não se repete. Esta frase era muito disseminada na antiga rádio relógio do Rio de Janeiro e nos faz refletir sobre a importância de valorizarmos o tempo que temos.  

Mais um ano está se findando, para uns é um momento de pura nostalgia onde as lembranças borbulham no cérebro; os bons momentos são lembrados com a triste sensação de saber que nunca mais serão experimentados novamente, já os ruins trazem o fel da dor que teima em incomodar novamente, momentos que deveriam ser deletados da memória para sempre, mas insistem em assombrar, principalmente nestas horas. Para outros é um momento de pura expectativa e euforia, onde a ansiedade é tanta com os sonhos projetados para o novo ano que o passado já está arquivado e zipado e só será acessado em caso de extrema necessidade. Já para alguns é indiferente, onde não há planos, sonhos, metas, planejamentos ou sequer expectativa alguma. Apenas mais um ano e só. A mesma rotina de sempre.  
Não devemos perder tempo relembrando as dificuldades ou momentos de triunfo vividos em 2017 apenas por um saudosismo barato. Se tivermos que relembrar algo deve ser com uma motivação escusável para rever os planos, corrigir erros ou até mesmo para nos manter no caminho certo, senão, não vale a pena.
Não devemos supervalorizar este momento, pois é apenas uma transição imposta por um calendário. Devemos encará-lo como um simples “pit stop” a ser utilizado para reabastecimento de ânimos, fé e esperança; recalcular as metas e focar no objetivo. Não existe magia alguma no réveillon, como alguns acreditam. Deixemos a superstição de lado e avancemos determinados a vencer os desafios do porvir. Se quisermos buscar as soluções e ajuda no mundo espiritual, então, temos que buscar algo mais confiável, que tal na Bíblia, e, jamais nos eximirmos da responsabilidade que temos em dar o melhor de nós mesmos e não ficarmos achando que tudo irá cair do céu “de mão beijada” sem esforço algum como num passe de mágica.
Tenhamos uma visão realista/otimista, ou seja, a noção da realidade em que vivemos com todas as implicações conjunturais, econômicas e sociológicas, no entanto, sem perdermos a confiança de que a tempestade que surge tende a passar com a mesma rapidez e que dias melhores poderão surgir brevemente.
Não queiramos tentar fazer tudo sozinhos, incluamos em nossos planos sempre a possibilidade de obtermos a ajuda de alguém. Somos seres sociáveis e precisamos disto para a nossa sobrevivência. Jamais deixemos Deus de fora, pois isto seria uma tolice, o prenúncio da nossa derrocada. Ele precisa ter a primazia, pois nada acontece sem o seu aval.
Vamos aproveitar melhor o tempo que temos, tratando-o como relíquia. Amemos mais, beijemos mais, abracemos mais, nos doemos mais, perdoemos mais, sorriamos mais. Sejamos pessoas melhores para construirmos um mundo melhor.
Que Deus nos abençoe neste novo ano, concedendo-nos a sua proteção, provisão e direção a fim de cumprirmos os seus desígnios e que a graça superabundante de Cristo Jesus permaneça para sempre, tornando-nos por seu intermédio, mais que vencedores.

Feliz 2018!!!!
São os sinceros votos de Juvenal e família a todos os nossos amigos.



sábado, 23 de dezembro de 2017

NATAL: SUBLIMIDADE AO ALCANCE DE TODOS



Infelizmente nem tudo de bom que está ao alcance dos homens é devidamente desfrutado. Os seres humanos foram criados por Deus com liberdade para fazerem as suas próprias escolhas sejam elas boas ou ruins (Dt 11.26-28). Mesmo que alguém considere algo excelente para a vida do outro, jamais poderá obriga-lo a aceitar ou a usufruir.
O profeta Isaías disse que todo o povo andava em trevas, mas chegaria um dia em que a luz haveria de dissipá-la (Is 9.2,6). Chegaria um dia em que o homem teria a chance de optar entre permanecer na escuridão ou andar em plena luminosidade. Este dia chegou quando uma virgem chamada Maria deu a luz a um menino há cerca de dos mil anos atrás na cidade de Belém da Judéia (Lc 2.10-12; Mt 2.1).
O mundo continua em trevas, os brasileiros que o digam, com uma das maiores taxas de homicídios do mundo; liderando o ranking da corrupção que atinge todas as camadas da sociedade; uma crise ética e moral que alcança níveis cada vez mais assustadores; um número alarmante de viciados em drogas lícitas e ilícitas, verdadeiros zumbis ambulantes. Mas tudo isto não significa que Deus tenha abandonado a criação. Na maioria das vezes é consequência das más escolhas da humanidade que virou as costas para Ele (Rm 1.20-32). Diferente do Diabo que a Bíblia diz que é ladrão e salteador, o Senhor não nos obriga a fazermos absolutamente nada. Ele apenas abre a porta e nos convida a entrar como um dócil cavalheiro (Ap 3.20).
O Natal é um momento muito oportuno para a humanidade se lembrar de que Jesus nasceu com uma missão muito especial, trazer redenção para um mundo decaído, sentenciado a escuridão eterna (Lc 19.10). Quando Ele nasceu abriu o portal para que o homem gozasse de coisas “sublimes”; veio oferecer a sua paz, que excede todo o entendimento humano e que o mundo jamais pode dar (Jo 14.27); veio oferecer dignidade a todos àqueles que vivem a margem da sociedade se alimentando de “migalhas” que o Diabo faz parecer manjares (Lc 18.35-43); veio curar toda a sorte de enfermidades sejam elas de ordem física, emocional ou espiritual, com a única condição da fé depositada nEle (Mt 9.35, 15.31; Lc 6.19); veio libertar os cativos, uma grande massa presa aos vícios, dinheiro, relacionamentos, etc. (Lc 8.26-36); veio oferecer o amor verdadeiro, sem interesses, incondicional, capaz de perdoar quantas vezes se fizer necessário e que abrange a todos indistintamente (Jo 3.16; 1Jo 4.16; Ef 2.4-6); veio conceder a oportunidade de salvação a todos os homens que o reconhecerem como o Messias, a mais sublime de todas (Lc 19.9; 1Ts 5.9; 2Tm 2.10; Hb 9.28; Rm 1.16).
Assim sendo, cada Natal torna-se um momento ímpar para cada um refletir sobre esta realidade, que só terá sentido se Jesus nascer também em nossos corações, aí estaremos prontos a gozar de tudo aquilo que só Ele sendo Deus pode nos oferecer gratuitamente. A decisão é toda nossa.
Um Feliz Natal a todos os meus amigos!!!

Juvenal Oliveira

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O PREÇO DA FELICIDADE



Normalmente se condiciona a felicidade plena ao montante de riquezas que alguém possui. Mas, será isto verdade? Teria o dinheiro este poder de satisfazer todas as necessidades dos seres humanos ao ponto de torna-los realizados? É óbvio que ele é indispensável numa sociedade capitalista e realmente realiza os sonhos de muita gente, entretanto, não se pode lhe atribuir, exclusivamente, a receita para a felicidade. Existem pessoas que parecem ricas, sem nada possuírem e outras que parecem pobres apesar de terem muitas riquezas, disse o grande sábio Salomão que por sinal foi um rei muito rico, ou seja, era alguém que falava com muita propriedade (Pv 13.7).
Contra fatos não há o que se argumentar. Será citado aqui o testemunho de um homem chamado Zaqueu (Lc 19 1-10). Ele exercia a função de chefe dos cobradores de impostos e fazia parte da grande elite judaica da sua época. Aparentemente tinha tudo, entretanto, apesar de toda a sua riqueza, aquele homem era pobre de espírito. Possuía algumas lacunas na alma que todo o seu dinheiro não era capaz de preencher. Quando soube que Jesus estava na cidade, correu imediatamente na esperança de ter a sua vida transformada, pois chegara aos seus ouvidos a sua fama: Os paralíticos andam; os cegos voltam a enxergar; os mortos ressuscitam; os aprisionados são libertos, enfim, uma multidão de pessoas são impactadas e transformadas por este Homem-Deus (Mt 4.24, 11.5, 15.30).
Zaqueu estava tão desesperado, talvez pelo grande vazio existencial, fruto de uma vida sem Deus, que o impulsionou a vencer a barreira da multidão que cercava o Mestre, subindo numa árvore a fim de atrair a sua atenção. Jesus contrariando a todos os críticos de plantão, afinal de contas, Zaqueu não tinha uma boa reputação por ser um homem corrupto e poderia “queimar o seu filme”. Mais uma vez Jesus prova para todos que não faz acepção de pessoas; que não está interessado em nos acusar pelos erros cometidos no passado; que os seus olhos focam não na aparência, mas no coração e que estará sempre disposto a nos dar uma segunda oportunidade. Jesus conseguiu ver em Zaqueu aquilo que ninguém jamais enxergou. Ele viu um coração contrito, sedento, arrependido, disposto a mudar de atitudes e a rever os seus conceitos.
Portanto, assim como Zaqueu existem milhares de pessoas que depositaram toda a sua expectativa de felicidade nos bens materiais e, acabaram se frustrando, pois o dinheiro pode até saciar-lhe o corpo físico pelo conforto, segurança, entretenimentos diversos, etc., não obstante, é impotente diante das necessidades mais profundas da alma que só serão supridas plenamente por aquele que tem todo o poder nos céus e na terra, Jesus Cristo de Nazaré (Mt 11.28-30; Ap 3.20; Jo 7.38; Ap 7.16-17).

Juvenal Oliveira

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

QUAL O SEGREDO DA BÊNÇÃO?


Tem sido cada vez mais usual o emprego da palavra bênção, até mesmo por aqueles que se dizem ateus ou sem religião talvez pela grande influência dos cristãos. Definindo de forma clara e objetiva, bênção é algo que propicia o bem-estar ou a felicidade do homem. Infelizmente, nos últimos anos ela ganhou uma conotação restrita, sendo empregada apenas no sentido material; receber uma bênção significa muito mais do que prosperar financeiramente ou adquirir algum bem. Certo é que todos almejam ser felizes e aí, vem a seguinte pergunta: O que fazer para conquista-la?
Davi foi o rei que obteve a maior proeminência na história do povo de Israel e, como o homem segundo o coração de Deus, compreendia como  ninguém o significado da bênção (ISm 13.14). Assim que assumiu o trono mandou buscar a Arca da Aliança que se encontrava na casa de Abinadabe, na cidade de Gibeá (IISm 6.1-3). A Arca simbolizava para os judeus a presença de Deus no meio deles, protegendo, suprindo, curando e lhes dando direção. Era a bênção na sua mais abrangente definição e Davi não abriria mão dela. Só que para obtê-la não poderia ser de qualquer jeito.
Existia todo um cerimonialismo estabelecido pelo próprio Deus para conduzir a Arca, mas os homens que Davi enviou para busca-la foram negligentes e um deles chamado Uzá colocou a mão na Arca para evitar que ela caísse, sendo fulminado imediatamente. A Bíblia diz que neste momento Davi temeu a Deus (II Sm 6.9). Aí está o primeiro princípio de quem quer ser abençoado por Deus. Na atualidade os homens tem perdido este temor, tratam a Deus como se trata a qualquer mortal. Ele é amoroso, misericordioso, amigo, mas estes atributos não nos eximem da responsabilidade de o reverenciarmos como o Criador de todas as coisas, o Rei dos reis e Senhor dos Senhores (Fl. 2. 9-13). Um dos sinais de alguém que perdeu o temor a Deus é quando banaliza o pecado.
A Bíblia afirma que logo em seguida a Arca foi levada para a casa de Obede-Edom, lá permanecendo durante três meses. Neste período Obede foi tremendamente abençoado por Deus. A notícia se propagou rapidamente e chegou ao palácio real. Davi mandou buscar a Arca imediatamente e trazê-la para Jerusalém, pois queria governar o povo debaixo desta bênção celestial (II Sm. 6.11-12).
A Arca da aliança foi um tipo de alegoria utilizado por Deus que apontava para o seu  filho  Jesus (Hb 9). O profeta Isaías preanunciou que uma virgem conceberia e daria a luz a um menino e ele se chamaria “EMANUEL” , o Deus presente entre nós (Is 7.14).

Portanto, o segredo da bênção é fazer como Obede-Edom abrindo não apenas as portas da sua casa, mas as portas do seu coração. Jesus deve ser reverenciado e adorado, como único Deus, como consequência deste ato de fé, receberás a verdadeira bênção que é a sua proteção, cura, restauração, paz, provisão, gozo na alma, e, ainda, a maior de todas que é a vida eterna (Ap. 1. 10-18; Mt. 11.28-30; Jo. 6.35, 7.38). Que gloriosa bênção!!! 

Juvenal Oliveira

Quem sou eu

Minha foto

Sou casado com Nilcéia e temos duas lindas filhas. Me alistei no Exército de Cristo a cerca de 25 anos atrás. Desde então meu alvo é agradá-lo em tudo o que faço. Meu maior prazer é anunciar as boas notícias do Senhor Jesus. Autor do livro "CRIANDO RAÍZES - Amadurecendo Espiritualmente".