quarta-feira, 2 de agosto de 2017

CRIANDO RAÍZES - Amadurecendo Espiritualmente

                                                             
                             SINOPSE DO LIVRO
Em meio ao grande pluralismo religioso em que vivemos neste período pós-moderno, mais do que nunca, precisamos criar raízes espirituais a fim de não sucumbirmos e naufragarmos na fé. Neste livro trago inúmeras reflexões sobre os principais temas que envolvem a fé cristã, desde a crença inquestionável na veracidade da Bíblia, tendo-a como único parâmetro palpável acerca da comunicação entre Deus e o homem; o perigo de experimentarmos uma religiosidade vazia; o perigo dos ensinos perniciosos que tem adentrado as igrejas; a defesa de um evangelho totalmente cristocêntrico; meditações baseadas nas Sagradas Escrituras trazendo um alimento forte capaz de saciar a sede das almas mais exigentes e concluindo com mensagens sobre a razão maior da nossa fé, que é a vitória sobre a morte proporcionada por uma vida devota a Cristo.

Juvenal Oliveira

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terça-feira, 25 de julho de 2017

EM TEMPOS DIFÍCEIS A MELHOR COISA É INVESTIR

Diante das incertezas que permeiam o mercado financeiro, aumentam proporcionalmente a preocupação com o futuro e a busca por algum investimento que possa oferecer maior confiabilidade e segurança. Daí vem a seguinte pergunta: Qual seria a melhor e mais segura forma de investir o seu capital? Este assunto tira o sono de muita gente. Pessoas extremamente preocupadas com o futuro, ou melhor, preocupadas em manterem um alto padrão de vida até o fim.
Uma excelente forma de investimento é a semeadura. Com alguns grãos nas mãos um agricultor colhe uma grande safra. O seu trabalho basicamente é semear. Lançar ao solo as melhores sementes que em contato com uma terra fértil, germinará, gerando milhares de novos grãos. Mas, nem todos tem aptidão para a agricultura e, na verdade,  só utilizei este exemplo para que você possa entender onde queremos chegar, pois o sentido que quero adotar aqui para “semeadura” vai além do literal.
A Bíblia diz o seguinte: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá.” (Gl 6.7). Esta “lei da semeadura” se aplica a todas as áreas da vida e não tem como dar errado. Quem planta feijão, não colherá outra coisa a não ser feijão.
Os jovens que almejam um bom emprego devem observar atentamente e investirem nesta semeadura, neste caso, será a dedicação persistente aos estudos, ainda que seja preciso abrir mão momentaneamente de outras coisas. Tem gente reclamando da vida e colocando a culpa em Deus porque ganha muito pouco e não consegue um bom emprego. Ela ignorou a lei da semeadura. Gastou todo o seu tempo na juventude com entretenimento e não se preocupou em estudar. É claro que existem outros fatores a serem levados em conta.
Como nós temos lidado com as pessoas idosas? Tem gente que acha que nunca envelhecerá e tratam estas pessoas com desprezo. Olhe o que você está semeando, pois poderá ter o desprazer de receber o mesmo tipo de tratamento, aí, será tarde demais para o arrependimento. Esta regra é válida não apenas para o tratamento com os idosos, mas se aplica a todos os demais relacionamentos (Lc 6.31; IJo 4.7; Rm 13.8).
Que tipo de relacionamento temos desenvolvido para com Deus? Temos observado as suas orientações descritas na Bíblia? No início deste texto afirmei que este seria o melhor tipo de investimento. A lei da semeadura descrita nas Escrituras se destaca como o melhor e mais seguro investimento que o homem possa fazer uso, pois foi instituída pelo próprio Deus e os seus resultados transcendem o mundo físico (Lc 12.20). Quem as observa, e as coloca em prática, começa a colher os seus frutos ainda na terra, mas o maior resultado dela será mesmo na eternidade.

Portanto, O conselho de Jesus para aqueles que querem garantir o seu futuro é semear, buscando a Deus em primeiro lugar e todas as demais coisas Ele vos acrescentará (Mt 6.33; Is 55.6; ICo 2.9; Jr 29.13; IJo 2.17; Gl 6.8-9; Sl 127.1-2).

Juvenal Oliveira

quarta-feira, 19 de julho de 2017

DEUS PODE PREPARAR UMA MESA NO DESERTO?

Se esta pergunta tivesse partido de um ateu ou de uma pessoa que não soubesse nada sobre Deus, seria naturalmente compreensível, mas vindo de um povo que acabara de ver coisas extraordinárias acontecerem, é, no mínimo, incongruente.
O salmista faz uma síntese do período compreendido entre a saída dos israelitas do Egito; sua peregrinação pelo deserto durante quarenta anos; a chegada à terra prometida e a divisão dela pelas doze tribos (Sl 78). O que chama a atenção neste texto é o comportamento de uma população ingrata, rebelde e incrédula que teima em arguir a Deus em tudo. Eles cometem pelo menos três grandes erros que servem de lição para nós hoje.
O primeiro erro foi não reconhecerem o que Deus vinha fazendo no meio deles. A partir do versículo onze, o salmista relata como Deus operou grandes milagres ainda no Egito, para libertá-los da escravidão que já perdurava quatrocentos e trinta anos; narra como Deus abrira o mar vermelho para que pudessem escapar do exército de Faraó e como Ele os guiava no deserto através de uma coluna de nuvem durante o dia a fim de protegê-los do sol escaldante e das altíssimas temperaturas e durante a noite com uma coluna de fogo para aquecê-los do frio intenso. Fez fluir água da rocha e pão caía do céu diariamente para alimentá-los (maná). Mas tudo isto, por incrível que pareça, ainda não era o suficiente para aqueles descrentes.
O segundo erro foi querer que tudo acontecesse do seu jeito e no seu tempo. O versículo dezoito afirma que eles tentaram contra Deus exigindo um cardápio “ao seu gosto”.
O terceiro erro (vs.19) foi limitar o poder de Deus ao fazerem a petulante pergunta se Ele seria capaz de lhes preparar uma mesa, um banquete, em pleno deserto, ou seja, colocaram em cheque um dos atributos incomunicáveis do Senhor, a sua onipotência.
Quantas vezes repetimos os mesmos erros ao ignorarmos as grandes coisas que Deus faz por nós constantemente. Talvez você neste exato momento não esteja conseguindo se lembrar de nenhuma delas também. Que tal então começar perguntando para o carteiro quando chegará a sua fatura com a quantidade de oxigênio que utilizou este mês? Quantas vezes queremos que Deus faça as coisas da nossa maneira e no nosso tempo, como Marta e Maria que disseram para Jesus que ele havia chegado atrasado. Ele jamais se atrasa, pois sabe como e quando fazer as coisas. Quantas vezes nos portamos com terrível incredulidade e duvidamos do poder do Eterno.

Finalizando, o que nos deixa perplexos é saber que Deus é pura misericórdia. O escritor diz que apesar de tudo isto, quando eles se arrependiam, Deus perdoava as suas iniquidades e não os destruía, antes desviava a sua fúria (vs. 38). Que Deus é este?! É por isto que nos prostramos e lhe rendemos glórias e aleluias, pois assim ele também age conosco diante de nossos murmúrios!!! 

Juvenal Oliveira

terça-feira, 11 de julho de 2017

A PROMESSA TRANSCENDE A LEI

A PROMESSA TRANSCENDE A LEI
A Bíblia é um livro maravilhoso e tem como finalidade mostrar ao homem o que deve fazer para se aproximar de Deus, não obstante, dela surgem também inúmeras interpretações errôneas que acabam trazendo confusão e impedindo que o homem usufrua tudo aquilo que ela lhe proporciona.
O apóstolo Paulo dá uma verdadeira aula teológica para um grupo de cristãos que havia se distanciado da verdade bíblica, os Gálatas. Pessoas que estavam confusas quanto ao que deveriam fazer para serem salvas. Esta confusão se deu pelo fato de terem se infiltrado pessoas que colocaram a autoridade apostólica de Paulo em cheque, ensinando outro evangelho que tentava trazer de volta os rituais judaicos como condicionantes para a salvação.
Paulo cita Abraão, o nosso pai na fé, afirmando que ele creu e isto lhe foi imputado como justiça e, em consequência disto, Deus lhe fez uma promessa, que através dele todas as nações da terra seriam benditas, como afirmam as Sagradas Escrituras (Gl 3.6-8). O seu descendente, Jesus Cristo, seria aquele que estenderia esta bênção a todos os povos por intermédio da fé e não pelas obras da lei ou por dogmas religiosos (Gl 3.16).
Depois da promessa feita ao pai Abraão mais de quatrocentos anos se passou, as transgressões se multiplicaram em Israel chegando ao ponto de Deus ter que estabelecer leis até que viesse o Descendente a quem se referia à promessa, Jesus de Nazaré (Gl 3.19). Moisés então recebe as tábuas da lei no monte Sinai.
As leis e os dogmas não foram capazes de justificar o homem, pois ninguém era capaz de cumpri-la integralmente, e, todos, pela lei, estariam condenados à morte (Rm 8.3; Tg 2.10).
Cristo nos redimiu da maldição da lei, fazendo-se maldição em nosso lugar, pois estava escrito que maldito seria todo aquele que fosse pendurado no madeiro (Gl 3.13).
Aleluia! Cristo foi o único que conseguiu cumprir plenamente a lei mosaica a fim de que todo aquele que nele crer seja totalmente justificado por Deus. Paulo ainda afirma para os cristãos da Galácia que toda a lei se resume em uma única coisa: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Gl. 14).
Portanto, amados do Senhor, tenhamos este mesmo entendimento de que jamais seremos justificados pelas obras da lei ou por aquilo que fizermos, mas, exclusivamente, pela fé em Cristo. Não uma fé morta, irracional e infrutífera, e sim uma fé verdadeira que se revelará pelo testemunho de alguém que procura imitar a Cristo em tudo, principalmente quanto ao amor incondicional ao próximo. A promessa de Deus para estes, que transcende a qualquer esforço humano e ritualista, é a vida eterna com Ele.

Juvenal Oliveira

sábado, 3 de junho de 2017

DEUS USA PESSOAS FRACAS?



Quantas vezes ouvimos as pessoas se esquivarem de responsabilidades em relação ao seu papel a desempenhar no Reino de Deus. Algumas delas argumentam que são muito fracas, falhas ou incapazes de fazer qualquer coisa em nome de Deus. Olham para aqueles que se destacam e que estão sempre trabalhando, como pessoas superdotadas de talentos espirituais ou com um grau de fé muito elevado.
A primeira coisa que precisamos avaliar é que tipos de fraquezas estas pessoas possuem? O que significa este adjetivo em se tratando de parâmetros espirituais?
De acordo com os critérios de Deus o que parece ser fraqueza aos olhos dos homens pode ser exatamente o contrário, uma força descomunal. Citando como exemplo, quatro homens debilitados pela lepra que resolveram investir contra o acampamento de um grande exército sírio e obtiveram como resultado a fuga em massa daqueles guerreiros que ouviram o som como se fosse de um numeroso e gigantesco exército (IIRs 7).
O Apóstolo Paulo afirma que Deus ao escolher pessoas para realizar a sua obra, não costuma usar como regra observar primeiramente os de “QI” acima da média; os possuidores de força física; os que demonstram ter uma grande fé ou aqueles portadores de habilidades das mais variadas possíveis.  Deus usa as coisas consideradas fracas neste mundo para confundir as fortes e as coisas loucas para confundir as sábias. Ele faz isto para que ninguém se vanglorie (ICo 1.26-29).
Ser fraco não significa ser incapaz de cumprir um chamado ou desempenhar uma atividade que traga edificação para outras vidas e, como consequência disto, a glorificação do nome de Deus. Ser frágil significa que estamos sujeitos a todo o instante a cometermos erros, a pecar, até a cair, não obstante, isto não quer dizer que seremos escravos do pecado ou da nossa debilidade.
A grande prova destas verdades foram as pessoas que Deus usou no passado para realizar milagres e proezas em seu nome, e, olha que eram pessoas consideradas desprezíveis aos olhos do mundo. Poderia enumerar aqui dezenas delas. O segredo da vitória destes frágeis homens foi obedecer à chamada e estar na total dependência de um Deus que tudo pode.
Portanto, se sentir fraco e incapaz não é motivo suficiente para nos esquivarmos da grande responsabilidade que temos de ser sal desta terra e luz deste mundo e de proclamarmos as boas novas do evangelho de Cristo Jesus a este mundo em trevas.  Façamos então o que já ordenou o Senhor no passado através do profeta Joel: “Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte." (Jl 3.10).

Juvenal Oliveira

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SERÁ QUE A CORRUPÇÃO É EXCLUSIVIDADE DOS BRASILEIROS?





Parece que este assunto não vai mais sair das grandes manchetes dos jornais brasileiros. Desde a denúncia do chamado “mensalão”, propina paga para conquistar apoio de parlamentares, há mais de quinze anos atrás, o Brasil tem sido palco de escândalos cada vez mais avassaladores de corrupção envolvendo, principalmente, políticos e grandes empreiteiras. Nestas horas todos se perguntam o que há de errado com o Brasil e os brasileiros? Por que a corrupção neste solo alcança patamares tão elevados que chegam a beirar o topo do ranking no mundo.  O que há de errado conosco?
Todos os homens indistintamente são suscetíveis ao erro, à fraude, a adulteração. Isto está no DNA humano desde o Éden quando Adão desobedeceu a Deus e o pecado entrou no mundo gerando morte e toda a sorte de males, inclusive a possibilidade de se corromper. Mas, então, porque em outros países isto não acontece com tanta frequência? Eles são melhores que nós? Possuem algum superpoder que os deixem imunes a depravação moral? Claro que não! Existem outros fatores que devem ser levados em conta ao tratamos deste assunto.
O primeiro ponto a ser analisado que contribui para que um povo não venha a ser dominado pela corrupção é o alto investimento na educação. Um sistema educacional revolucionário que seja capaz de quebrar paradigmas, desconstruir sofismas. Uma educação não fundamentada em marketing apenas ou certificados e nem em meras estatísticas, mas, objetiva e com a real intenção de aumentar a capacidade de raciocínio da grande maioria. Um sistema educacional capaz de formar pensadores e não repetidores alienados, enfim, um sistema que liberte ao invés de aprisionar. No Brasil, tudo parece contribuir para manter uma população mal educada, ignorante, sem bases ou princípios, tornando-a totalmente exposta aos mais diversos tipos de corrupção.
Outro ponto importantíssimo para manter uma sociedade vacinada contra as adulterações é ter um sistema de leis rígidas e que sejam aplicadas da mesma forma para todos. Leis que façam os homens pensarem e repensarem se valerá a pena transgredi-la pelo preço a ser pago. No Brasil, as leis até são severas, não obstante, existe uma série de brechas que no final acaba redundando em penas leves. Sem contar com a desigualdade na aplicação destas leis, pois, apenas os pobres são penalizados a rigor.
Juntando a falta de investimento na área da educação, um sistema de leis frágeis e desiguais e uma herança cultural terrível, onde os primeiros colonizadores já tinham a mera intenção de apenas explorar a riqueza do nosso solo e desfrutar em outros paraísos, chegamos nesta triste realidade de um país que não consegue sair da miséria cognitiva.
Contudo, não podemos perder a esperança, pois existem em meio a esta nação milhares e milhares de pessoas que ainda não sucumbiram diante deste sistema pernicioso. Um grupo de pessoas fiel a Deus e a sua Palavra que, se resolverem dar a sua contribuição, poderão fazer a diferença e contribuir para a reconstrução de um novo país, ainda que seja a médio ou longo prazo.
“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”  2 Crônicas 7:14

Que Deus tenha misericórdia da nossa nação.
Juvenal Mariano de Oliveira Netto

Quem sou eu

Minha foto

Sou casado com Nilcéia e temos duas lindas filhas. Me alistei no Exército de Cristo a cerca de 24 anos atrás. Desde então meu alvo é agradá-lo em tudo o que faço. Meu maior prazer é anunciar as boas notícias do Senhor Jesus, sendo um profeta (aquele que fala em o nome do Senhor) para esta geração.